Comissão visita casas noturnas e locais frequentados por jovens
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sábado, 18 de maio de 2002
Vânia CasadoEquipe da Folha 
Curitiba A blitz da Comissão de Ação Integrada, entre Secretaria da Segurança Pública, órgãos da Prefeitura de Curitiba e do Estado, não encontrou menores sendo explorados sexualmente. A blitz, feita na noite de anteontem, visitou 23 locais entre casas noturas e postos de gasolina onde se concentram os jovens.
O saldo foi considerado positivo pelo grupo que representa o programa Sentinela, da Prefeitura de Curitiba. Isso porque na última blitz, há cerca de quatro meses, foram encontradas cerca de três meninas sendo exploradas sexualmente. E na noite de sexta-feira, nenhuma menor foi encontrada, apesar das denúncias recebidas.
Segundo a procuradora Margaret Matos de Carvalho, do Ministério Público do Trabalho, que acombanhou a blitz, não é tão fácil fazer o flagrante. Mesmo em casos de denúncias, quando os integrantes da Comissão chegam nos locais para fazer as abordagens, os responsáveis podem esconder os menores. Segundo a procuradora, somente uma pesquisa que está sendo feita pelo IBGE poderá dar uma idéia mais real sobre a exploração sexual de menores.
Outra abordagem difícil de fazer, segundo a procuradora, são os flagrantes de uso de bebida alcóolica por parte dos jovens. Quando chega a fiscalização, os jovens mudam de mesa ou repassam o copo para adultos. A procuradora diz que é preciso estudar outras formas de abordagem. Ela constatou ainda um elevado índice de descumprimento da legislação trabalhista pelas casas noturnas de Curitiba. Quase não existe registro dos trabalhadores e recolhimento de impostos nesses locais, afirmou.


