Integrantes da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal decidem hoje a data em que os deputados estarão em Curitiba para investigar a suposta ‘‘queima de arquivo’’ de 25 testemunhas do crime organizado. O deputado federal paranaense Padre Roque Zimmermann (PT), integrante da comissão nacional, disse que os parlamentares estudam a possibilidade de vir entre os dias 10 e 16. ‘‘Tudo depende das agendas das pessoas envolvidas’’, afirmou.
Os parlamentares querem saber o que a Secretaria Estadual de Segurança Pública vem fazendo para evitar os assassinatos ocorridos nos últimos sete meses. Além disso, deverão conversar com promotores da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para saber o que está acontecendo no Estado.
Padre Roque considera que a situação do Estado é alarmante e, por isso, deve ser averiguada. O deputado acredita que as mortes dessas pessoas podem atrapalhar as investigações sobre o crime organizado no Estado. ‘‘O crime organizado foi exposto durante a passagem da CPI do Narcotráfico, mas as investigações ainda continuam, por isso as testemunhas são peças chaves dos processos criminais’’, afirmou.
Na semana passada, a Secretaria Estadual de Segurança admitiu que apenas dois assassinatos podem ter ligação com a ‘‘queima de arquivo’’. No entanto, as CPIs nacional e estadual do Narcotráfico e do Crime Organizado questionam o levantamento e sustentam que esse número é muito maior e pode superar 25 casos.
Quanto ao relatório final da CPI do Narcotráfico, do Congresso Nacional, Zimmermann disse que só ficará pronto no fim do ano. ‘‘Como o relator da CPI, Moroni Torgan (PFL-CE), concorreu à Prefeitura de Fortaleza, o processo atrasou’’, disse. (I.R.)

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