‘‘Eu tinha acabado de decolar e estava a uns 10 metros de altura da pista quando apareceram duas pombas. Consegui desviar de uma mas a outra pegou no peito do avião. A lataria afundou como se eu tivesse batido numa bola de futebol de salão. Se o impacto tivesse sido no parabrisa, o vidro teria estourado. Foi um susto enorme.’’ O acidente aconteceu em Londrina em setembro do ano passado com um monomotor Cessna. O relato é do piloto José Edgar Zampar Filho, aluno do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Norte do Paraná (Unopar). Ele e um grupo de outros estudantes promoveram ontem, no aeroporto, um debate sobre Segurança de Vôos para discutir especificamente o risco que as aves representam. O evento reuniu pilotos, professores, alunos, representantes do Corpo de Bombeiros, da prefeitura, do Infraero e de ONGs ambientais.
O acidente com o monomotor não foi único; há 4 meses um avião também bateu num pássaro ao decolar em Londrina. Ninguém ficou ferido mas o choque provocou danos na aeronave.
Há 15 dias os alunos da Unopar fizeram uma denúncia pública do risco oferecido pelos urubus que frequentam o ‘‘Lixão’’, perto do Aeroporto. Atraídos por restos de comida, as aves sobrevoam parte da rota de pouso e decolagem dos aviões. De acordo com eles, é preciso tomar uma medida urgente. Os alunos pretendem formar uma comissão para buscar uma solução definitiva para o problema do ‘‘Lixão’’. Utilizado há mais de 20 anos, ele precisa ser transferido até o final de 2002. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização está esperando uma licença prévia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para realizar um estudo de impacto ambiental em três novas áreas da região sul que estão sendo analisadas para abrigar o novo aterro.

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