A indenização de R$ 71 milhões reivindicada da Copel pelos índios da Reserva do Apucaraninha (62 km ao sul de Londrina) será avaliada por uma comissão montada pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que fará um estudo na reserva. Já o aumento para R$ 20 mil mensais pelo uso da área pela companhia de energia será avaliado amanhã numa reunião entre os procuradores da 6 Câmara do Ministério Público Federal.

Seis caingangues estiveram em Brasília na semana passada, em busca de apoio. Os índios estavam acompanhados do administrador regional da Funai, José Gonçalves dos Santos. Também foram dois representantes da reserva de Barão de Antonina, de São Jerônimo da Serra (78 km ao sul de Cornélio Procópio), que reclamam dos valores pagos pela Copel por uma rede de alta tensão que atravessa a reserva.

Os caingangues se reuniram com o presidente nacional da Funai, Glênio da Costa Alvarez, com membros da 6 Câmara do Ministério Público Federal e da Agência Nacional de Energia Elétrica. A comissão deve iniciar os trabalhos em 30 dias.

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