O Conselho de Administração da Caixa de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml) decidiu em reunião realizada ontem formar uma comissão de estudos para intermediar uma negociação com o Tribunal de Contas (TC) do Paraná. O órgão fiscalizador orientou o município a fechar a farmácia da instituição, localizada no centro. O TC questiona a legalidade da venda de medicamentos para o público externo e o déficit anual, que alcançaria R$ 12 mil mensais.
Outro problema são as exigências burocráticas do TC, que colocam em risco a viabilidade econômica da farmácia. O estabelecimento tem que abrir processos licitatórios para abastecer os estoques, o que desestimularia fornecedores, sem agilidade para concederem descontos nas vendas.
Na semana passada, o prefeito Nedson Micheleti (PT) admitiu que a farmácia da instituição ''não tem mais o sentido que teve no passado''. De acordo com o presidente do Conselho de Administração, Valcir Miguel da Silva, em 20 dias a Caapsml deve apresentar, via comissão, uma proposta ao TC de flexibilização das normas para a compra de medicamentos. ''Se isto não ocorrer, será difícil atender a todas as exigências e repor o estoque'', alertou.
Os integrantes da comissão devem ser escolhidos na reunião da próxima quarta-feira. A farmácia emprega 33 pessoas e funciona há 30 anos.

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