Comissão tenta cassar mandato de prefeito
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de maio de 1999
Luciana Pombo 
O prefeito de Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, Hélio de Queiroz (PTB), está entrando com um mandado de segurança para impedir a continuidade dos trabalhos da comissão processante da Câmara Municipal para a cassação do mandato dele. De acordo com Queiroz, a lei orgânica do município - que está na primeira administração desde a emancipação - não faz referência a formação de qualquer tipo de comissão com poderes para cassar um prefeito. Nestes casos, a comissão nem poderia ser formada, porque ela é ilegal, diz Queiroz.
A comissão está investigando as denúncias feitas por dois ex-funcionários públicos, Luiz Carlos Weinhardt e Ivan Steberl, que acusam o prefeito de rescisão de contratos públicos, gastos excessivos com pessoal e falta de publicação de editais de concorrência. Segundo o presidente da comissão processante, Conrado Gonçalves Pinto Filho (PDT), as informações estão sendo colhidas e o prefeito terá que se explicar. Não poderíamos arquivar a denúncia, tínhamos que continuar as investigações, afirma ele.
Quanto a ilegalidade da comissão, o vereador disse que está se baseando numa lei federal para a realização das investigações. Na falta de uma legislação específica, temos autonomia para investigar os fatos através do decreto federal 201 de 67, argumentou ele. A lei orgânica de Pontal do Paraná diz que o prefeito poderia ser julgado pela Câmara conforme lei complementar. No entanto, a legislação nunca foi elaborada por pura falta de tempo, dizem os vereadores.


