Comissão tem prazo sobre caso Carolayne
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segunda-feira, 01 de abril de 2002
Célia Polesel<br>Reportagem Local 
A Comissão de Ética do Pronto-Atendimento Infantil (PAI) de Londrina deve emitir um parecer sobre a morte de Carolayne Alves Rocha, 1,5 ano, ocorrida no último sábado, até o próximo dia 8, segundo determinação da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a mãe da criança, Aline Maria Alves, Carolayne deu entrada no PAI com vômito e indisposição. Eles fizeram uma radiografia e falaram que a menina estava com pneumonia. A médica disse que precisava internar para observação. Os enfermeiros colocaram o soro e foram dando os remédios que ela mandou, disse.
Após o atendimento Carolayne teria ficado sonolenta, com se estivesse sedada. A criança recebeu alta mesmo sem ter acordado, afirmam os pais. Na sexta-feira por volta das 20 horas eles voltaram ao hospital porque não conseguiam acordar a menina, mas foram orientados a ir para casa. A médica disse que a minha filha ia acordar no sábado. Carolayne morreu na madrugada de sábado ao ser levada para o Hospital da Zona Sul (HZS).
A família registrou queixa contra o hospital. A polícia deve abrir inquérito para apurar os fatos e verificar se houve crime e quem seriam os responsáveis.
Segundo Sérgio Canavese, diretor de Serviços Especiais de Saúde do município, a comissão de ética vai apurar os fatos através dos documentos (prontuários de atendimento). Se houver necessidade serão solicitados também os documentos do HZS.
O caso de Carolayne não é o único a ser investigado. Outros três casos de morte de bebês e de um adolescente, também por suspeita de negligência no atendimento, estão a espera de pareceres.
O caso da morte do bebê de Daiane Gomes de Almeida, ocorrida em janeiro na Maternidade Municipal de Londrina, dever ter um parecer da comissão de ética do hospital nos próximos 10 dias.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, a comissão pediu ao Hospital Infantil os prontuários do recém-nascido e o hospital não os forneceu, sendo necessário entrar com um recurso no Conselho Regional de Medicina (CRM) para obtê-los. As informações chegaram no final da semana passada e por isso serão necessários mais 10 dias para a comissão dar o seu parecer.
A acusação de negligência no caso do parto de Maria Carrasco Ribeiro, no dia 21 de março também na Maternidade Municipal, que acabou na morte de sua filha, ainda está sendo investigada pela comissão de ética que tem até o dia 25 para dar um parecer. O caso está sendo investigado pelo 1º Distrito Policial.
Segundo a delegada Valdete Testoni, os inquéritos são instaurados de 15 em 15 dias, em média. A polícia vai ouvir todos os envolvidos e investigar se houve crime e quem são os responsáveis. Se houver necessidade, os prontuários médicos serão enviados para o Instituto Médico-Legal para que seja feito um laudo sobre os procedimentos, explicou.
A morte do adolescente Sidnei Gomes de Almeida, em 11 de março, está sendo investigada por uma comissão da Secretaria Municipal de Saúde, que solicitou informações sobre os prontuários médicos a todos os hospitais envolvidos. A assessoria disse que ainda não há informações sobre o caso. Sidnei morreu de infecção generalizada depois de ter o joelho engessado por causa de uma contusão numa aula de educação física na escola. O garoto passou por dois hospitais de Londrina antes de ter a perna amputada e morrer.


