A proposta de revistar as mochilas de alunos de escolas com elevados registros de violência foi temporariamente suspensa pela comissão formada por representantes da Polícia Militar (PM), Ministério Público (MP) e autoridades da área da educação do município. A medida havia sido aprovada pela comissão durante uma reunião realizada na semana passada no Núcleo Regional de Educação (NRE). Ontem seria definido como e qual escola seria a primeira a ser visitada pela comissão.
A decisão tomada foi a de que a Secretaria Municipal de Educação, o Conselho Tutelar e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), contrários à proposta, realizarão um trabalho de acompanhamento nas escolas, detectando os problemas e apontando soluções. O primeiro estabelecimento, localizado na zona oeste, será visitado amanhã. Um ciclo de palestras educativas, envolvendo a comunidade sobre a escala da violência entre os estudantes está entre as sugestões apresentadas pelo grupo. Eles destacaram que a revista nas bolsas não está totalmente descartada.
A Promotora da Vara da Infância e Juventude, Édina Maria de Paula, ficou irritada com a polêmica levantada durante a reunião, e decidiu que o MP se afastará por hora dos trabalhos da comissão. ''A minha preocupação é garantir a segurança das crianças e adolescentes que estão expostas ao perigo de alunos que andam armados'', salientou. A Polícia Militar (PM) se colocou à disposição da comissão para fazer a revista. Porém, o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Rubens Guimarães, ressaltou que a PM não realizaria a ação de forma isolada. ''Não quero colher o desgaste desta atitude; só participaremos da revista se os outros órgãos atuarem conjuntamente na ação'', prometeu.
O chefe do Núcleo Regional de Ensino, Rony Alves dos Santos, não considerou um recuo a definição tomada pela comissão e voltou a defender a revista nas escolas. ''Se os estudantes e os pais considerarem que a vistoria nas bolsas é necessária o NRE dará total apoio à ação'', reforçou.
A proposta de revistar as bolsas de estudantes surgiu depois que um adolescente foi baleado em uma escola da zona oeste de Londrina.

mockup