Comissão sugere melhorias em asilo interditado
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segunda-feira, 12 de abril de 2004
Renon Junior<br>Reportagem Local 
A Comissão de Direitos Humanos da Câmara apresentou ontem o relatório sobre a situação do Asilo Ebenézer, no Jardim Itapoá (Zona Sul de Londrina), interditado no dia 26 de fevereiro por denúncias de irregularidades, como falta de profissionais e de estrutura. O resultado estará na pauta da sessão de hoje para posterior encaminhamento ao Executivo e ao Judiciário. Conforme a comissão, a decisão de se decretar o fechamento do local foi precipitada.
Durante 40 dias, os vereadores Sandra Graça (PDT), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Maurício Barros (PT) fizeram reuniões com os órgãos envolvidos, visitaram o local e estudaram documentos e convênios firmados pela instituição. O Ministério Público (MP) também foi chamado, mas não compareceu. Segundo a presidente da Comissão, Sandra Graça, o promotor Tiago de Oliveira Gerardi teria sido convidado para duas reuniões e não comparecido.
De acordo com Sandra, as irregularidades foram comprovadas. ''A instituição precisa aprimorar seu atendimento, mas nada que justificasse a interdição'', ressaltou. A vereadora comentou que os prazos dados ao asilo foram antecipados. ''No mesmo dia em que estabeleceu 10 dias para acabar com a situação irregular das estagiárias, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) denunciou a situação ao Ministério Público'', disse.
O relatório final aponta propostas que serão encaminhadas à Secretaria Municipal do Idoso, à direção do asilo e à Justiça. Entre elas, a suspensão da interdição por 90 dias para a adequação das irregularidades e a criação de uma equipe multidisciplinar.
A vereadora questionou a renovação do termo de cooperação técnica e financeira. ''Sem condições de infraestrutura, como o termo foi renovado e ainda ampliado?'', indagou.
Presidente da organização não-governamental (ONG) que administra o asilo, a Associação Londrinense de Assistência (Aliança), pastor Clóves José de Pinho, repetiu que o asilo só poderá reabrir se o município conceder o crédito adicional de R$ 50 mil para as readequações necessárias de atendimento ao público.
Na época da interdição, dois internos do asilo morreram. O delegado José Arnaldo Peron Martins, que investiga a morte, informou ter solicitado ontem ao Fórum uma prorrogação de 30 dias para concluir as investigações. (Colaborou Janaina Garcia)


