Comissão será responsável por Foz
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terça-feira, 27 de dezembro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
No Paraná há outros dois hospitais sob intervenção. No Evangélico, em Curitiba, a intervenção foi determinada em dezembro de 2014 pelo Ministério Público do Trabalho, que identificou diversas irregularidades, como atraso no pagamento dos funcionários, não concessão de férias e não recolhimento de FGTS. A outra unidade é o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu (Oeste), que teve a interdição administrativa consensuada entre o Ministério Público da Saúde federal e estadual e o município de Foz do Iguaçu após solicitação do Conselho Municipal de Saúde da cidade. "Podíamos esperar um pedido de intervenção pelo MP e nomear um interventor, mas entendendo que é um hospital público e estratégico para uma grande região de fronteira, nós consensuamos e fizemos a intervenção", explicou o secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto. A gestão do hospital ficará a cargo de uma comissão administrativa coordenada pelo diretor técnico da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), o médico Moisés Warszawiak.
Segundo o secretário, em razão de irregularidades na gestão, o hospital estava totalmente desabastecido de medicamentos e insumos e o governo enviou medicamentos e providenciou a compra de materiais por mecanismos mais ágeis que o processo licitatório para possibilitar a continuidade dos atendimentos na instituição.
O Estado também fez uma parceria com a Faculdade União das Américas (Uniamérica) e pediu ajuda ao Hospital Ministro Costa Cavalcanti para a realização de exames de laboratório. "O laboratório do município jogava para dentro do hospital uma demanda que é de toda a rede", disse Caputo.
A intervenção tem prazo mínimo de seis meses, prorrogável por igual período, e durante esse tempo os pagamentos dos médicos contratados serão pagos pelo Estado, assim como a produção do hospital. "Somos responsáveis pelas contas de 1º de dezembro para frente. Não vamos assumir nenhum passivo", disse o secretário, que estima em R$ 5,8 milhões o custo mensal de manutenção da unidade. "O hospital tem futuro. Quase mataram ele, mas é um paciente que daqui a pouco sai da UTI, mas é importante que comecem a retornar os recursos desviados. Se cobra muita ação do Executivo, mas também é necessário que os demais poderes agilizem os procedimentos necessários para que o dinheiro desviado retorne porque esse dinheiro daria estabilidade ao hospital por muitos anos", destacou Caputo.(S.S.)


