Comissão quer reduzir número de animais abandonados
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Cambé Uma parceria entre grupos de assistência a animais abandonados e a Prefeitura de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) pretende retirar o máximo de cães e gatos das ruas da cidade. Com a criação da Comissão Técnica de Credenciamento para Castração de Animais Abandonados, há dois meses, 80 animais já foram castrados. Para a veterinária Giovana Polonio de Oliveira, o procedimento cirúrgico é a melhor forma de evitar a superpopulação dos bichos sem donos.
São cerca de quatro mil cães soltos nas ruas em Cambé. Não há levantamento do número de gatos. "São muitos animais sofrendo pelas ruas. Então vamos investir na castração e na conscientização das pessoas, para que não abandonem os bichinhos", disse a veterinária, contratada pela prefeitura. Na manhã de sábado, ela participou da Feira de Adoção de Animais, promovida pelo Grupo Vira Latas. A organizadora, Alana Vilcenski, contou que há três anos concilia a profissão de educadora física com o cuidado aos animais. "É uma paixão que demanda muito comprometimento. Não dá para fazer de qualquer jeito", contou.
O cuidado com os animais, que sempre dependeu de doações, promoções de rifas, agora terá subsídio do poder público. A prefeitura credenciou pessoas jurídicas para prestação de serviços de Medicina Veterinária para os animais credenciados. Serão destinados R$ 235 mil por ano para a castração, vermifugação, vacinação antirrábica e vacinação antiviral em aproximadamente mil cães e gatos. Além do Vira Latas, Cambé conta com dois outros grupos protetores de animais: o Adote Uma Vida e o Amigo Bicho. As três organizações já promoviam o atendimento aos animais de rua sem qualquer auxílio do poder público.
Com mais apoio, os grupos alugaram até uma casa para internar os animais no período pós-operatório. A estrutura comporta até 15 animais ao mesmo tempo. "Depois da castração, eles ficam cerca de 10 dias na casa, até se recuperarem. Nós nos revezamos para limpar a casa, dar comida e medicamentos", contou Alana. Além da castração, os 80 animais atendidos foram castrados, vermifugados, receberam vacinação antirrábica e antiviral, conforme o acordado na comissão.
Segundo Alana, nas feiras de adoção, quem recebe o animal tem que apresentar Carteira de Identidade, CPF, e comprovante de endereço. Em seguida, há uma entrevista para saber se a pessoa está apta para cuidar do animal. "Se percebermos que a pessoa não tem capacidade, ela não leva" garantiu. Após a doação, os protetores dos animais fazem acompanhamento na casa para saber se a convivência é harmoniosa.
A dona de casa Natsuko Alice Fukahori foi uma das que se encantaram pelos animais. Ela resolveu adotar um gatinho vira-lata de olhos azuis. "Já tenho um gato, agora ele também vai me fazer companhia", comemorou. "A adoção do animal de rua é um gesto de humanidade. Às vezes, podemos repensar se queremos mesmo comprar aquele de raça ou adotar um tão bonito quanto, que está nas ruas", disse Alana.


