A Comissão Municipal do Meio Ambiente da Câmara de Vereadores realizou ontem uma reunião com representantes da prefeitura, Ministério Público e associação de moradores, para discutir o problema de poluição dos fundos de vale. Foram cobradas desde ações de limpeza e fiscalização destas áreas até questões referentes à Central de Moagem, além do novo aterro sanitário.
Entre as propostas de ação tiradas durante a reunião estão: a criação de fóruns locais de gestão dos fundos de vale, para que a população fiscalize e denuncie; criação de uma comissão com os participantes da reunião para vistoriar os fundos de vale e fazer um diagnóstico; campanha educativa para que a população deixe de jogar lixo e elaboração de um plano de gestão de resíduos sólidos.
Um relatório com as propostas será enviado, na terça-feira, ao Conselho Municipal do Meio Ambiente, à Secretaria do Meio Ambiente e à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Segundo o vereador Lourival Germano (PHS), será solicitado também um veículo para que a comissão inicie a vistoria dos fundos de vale.
A promotora de Defesa do Meio Ambiente, Luciana Lepri Moreira, disse que hoje existem em andamento 387 procedimentos administrativos, 48 inquéritos policiais, 17 ações civis. Todos são frutos de denúncias de agressão ao meio ambiente. Ela citou a necessidade de reativação da Central de Moagem para processar entulhos de construção civil, que podem ser reaproveitados para construção de casas populares. Habitações que serviriam para a população das invasões de fundos de vale, segundo ela.
Quanto ao novo aterro sanitário, Luciana citou a falta de um estudo prévio de impacto ambiental e lembrou que existe uma decisão judicial exigindo que a providência seja tomada. O presidente da CMTU, Wilson Sella, afirmou que a área para o novo aterro não será comprada antes da realização deste estudo e da aprovação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A CMTU está aguardando a liberação do licenciamento prévio pelo IAP, que deve ser feita na próxima semana, para iniciar a licitação de contratação da empresa que irá fazer o estudo. Segundo ele, o processo deve levar três meses e depois mais seis meses para a conclusão do estudo. O projeto do aterro está orçado em US$ 5 milhões.

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