Uma comissão formada por 21 membros, entre vereadores e lideranças da zona sul de Londrina, pedirá uma audiência na semana que vem com o governador Roberto Requião (PMDB) na tentativa de sensibilizá-lo a retomar as obras do quartel do Corpo de Bombeiros naquela região. Esta foi uma das decisões tomadas durante uma reunião realizada, ontem pela manhã, na Câmara, entre vereadores, representantes da região, Departamento Estadual de Construção de Obras e Manutenção (Decom) e da Construtora Meridiano, executora da obra.
A preparação de dois documentos, um assinado pelos 21 vereadores, e outro pelos representantes do Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom), ressaltando a importância da obra e o pedido de intervenção judicial caso as negociações não avancem, foram os outros encaminhamentos tomados. O vereador Sidney Souza (PTB), representante da Câmara no Funrebom, disse que os membros estariam se reunindo neste final de semana para preparar o ofício. O vereador Rubens Canizares (PHS) afirmou que já estava em conversação com deputados estaduais de Londrina para que eles intermediassem uma negociação com o governo.
Durante a reunião, o engenheiro-chefe do Decom em Londrina, Walmir Matos, explicou que o governo determinou a suspensão da obra, determinada no governo passado, em cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A lei proíbe que o governo licite obras se não tiver recursos disponíveis em caixa. O decreto 753 assinado por Requião determina que todos os contratos feitos a partir de emendas parlamentares, desprovidas de recursos no orçamento estadual, caso do quartel, sejam cancelados.
Mas uma brecha no próprio decreto pode reverter a decisão. Há uma disposição do governo em retomar rapidamente obras nas áreas de educação, saúde, assistência social e segurança pública. O quartel é uma antiga reivindicação do comando da corporação e da comunidade e considerado vital para que o atendimento à zona sul possa ser feito dentro de cinco minutos, tempo considerado ideal pelo Corpo de Bombeiros. Muitas lideranças relataram os problemas que a comunidade do local teve devido a demora do atendimento em casos de incêndios e acidentes.
O engenheiro da construtora, Rubens Elias Jamus Assad, informou que as obras serão suspensas neste final de semana. A edificação está licitada em R$ 142 mil e, conforme Assad, a edificação está com 40% da meta executada. ''Já injetamos R$ 50 mil na obra e com o cancelamento precisamos dispensar 10 funcionários'', comentou.

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