Comissão pede prorrogação de prazo
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sexta-feira, 23 de abril de 1999
Luciana Pombo 
Será divulgado apenas no final da semana que vem o relatório final da comissão técnica designada para fazer um balanço da atual situação das empresas que detêm a concessão das rodovias que fazem parte do Anel de Integração no Paraná. O parecer da comissão, composta por um engenheiro do Rio de Janeiro, um advogado de Brasília e um economista de São Paulo, deveria ser concluído hoje, mas a equipe solicitou prorrogação de prazo.
Segundo o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Paulinho Dalmaz, a comissão precisou pedir um novo prazo porque não teve tempo hábil para analisar toda a documentação envolvida no trabalho. O secretário de Estado dos Transportes, Heinz Herwig, diz que a equipe teve um mês para estudar as condições financeiras das empresas, o contrato feito pelo Estado antes da redução do pedágio e a alteração na tarifa no ano passado.
Herwig não acredita que o governo deva esperar a solução judicial, enquanto o impasse continua e as obras de duplicação e restauração das rodovias estão paradas.
Herwig disse que o Estado está disposto a negociar com as concessionárias, tendo como base o parecer que será entregue na segunda-feira. Nós não queremos o reajuste da tarifa, as concessionárias querem, temos que chegar num denominador comum, concluiu. O Estado gastou R$ 240 mil para o pagamento da comissão que está elaborando o relatório. Acho que este dinheiro foi um investimento numa solução pacífica para acabar com este impasse, afirmou Herwig.
A assessoria de imprensa da Rodonorte, concessionária responsável pelo lote 5 do anel, informou que a empresa não pretende se pronunciar antes de ter um parecer oficial da comissão contratada pelo Estado. Apenas adiantou que acredita num parecer favorável ao aumento das tarifas.
O presidente da Ecovia, empresa que detém a concessão do trecho da BR-277 entre Curitiba e o litoral paranaense, Ademar Rodrigues Alves, disse ontem que está ansioso para conhecer o parecer da comissão técnica contratada pelo Estado. De acordo com ele, a Ecovia tem certeza de que a comissão fez o estudo adequado dos problemas enfrentados pela empresa e deverá pedir ao Estado a volta da cobrança das antigas tarifas.


