Os vereadores Elza Correia (PC do B) e Salvador Francisco (PSDB) e a representante do Comitê dos Direiros Humanos de Londrina, irmã Dilza Raimundo, estiveram ontem à tarde no gabinete do comandante do 5º Batalhão da Policia Militar, Marino Ari Burille, exigindo providências na apuração das denúncias contra os policiais Cestal e Ramos, acusados de truculência contra Júnior Alves dos Santos, 20 anos.
Durante a audiência na sala do comandante, Elza Correia, presidente da Comissão dos Direitos Humanos e de Defesa da Cidadania da Câmara, chegou a se irritar com o tenente Paulo Apolo Filoto, que está presidindo as investigações do caso. A agressão contra Júnior Santos aconteceu no dia 13 de janeiro, no jardim Shangri-lá, quando ele ia visitar os pais.
‘‘O tenente, demonstrando espírito corporativo, deu-nos a entender que a vítima estava mentindo quanto a gravidade dos ferimentos que recebeu dos policiais’’, disse a vereadora. Segundo Júnior, os policiais teriam atirado contra ele e, após ter sido dominado, foi chutado e esbofeteado. Ele teve a clavícula quebrada. A vereadora elogiou a conduta de Burille, que se prontificou em encerrar as investigações em três dias. Pela normas da Polícia Militar, somente após as investigações será aberto inquérito. Os policiais militares acusados estão trabalhando normalmente.
A vereadora afirmou que a comunidade não pode ficar à mercê de policiais que colocam qualquer cidadão como suspeito, e ele é obrigado provar que é inocente. A respeito da discussão com o tenente, ela disse que ele teria avaliado os ferimentos da vítima como sem gravidade, o que estaria favorecendo os policiais militares envolvidos. ‘‘Uma avaliação deste nível chega ser hilariante, para não dizer irresponsável. Não interessa a gravidade do ferimento. Devemos nos apavorar pela agressão dos policiais que deveriam nos dar segurança. É esta inversão de valores que nos preocupa.’’

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