A Comissão de Segurança da Câmara Municipal deve apresentar ao prefeito Nedson Micheleti (PT), na próxima semana, um projeto que prevê a vinda de 25 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para Londrina. O número foi sugerido pelo agente Claudinei Pereira dos Santos, de Curitiba, que representou a PRF em reunião realizada ontem na sede da Polícia Federal.
''É de se espantar que uma cidade do porte de Londrina, segunda maior do Estado, não tenha um posto da PRF. Só na Região Metropolitana de Curitiba, temos seis ou sete postos'', assinalou Santos. Segundo ele, apenas um policial rodoviário federal trabalha em Londrina, dentro da sede do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), mas o serviço é apenas administrativo.
Até o município de Guarapuava, com pouco mais de um terço da população londrinense, conta com atuação efetiva da PRF. Para Santos, os agentes da corporação teriam um papel importante em impedir a chegada de drogas em Londrina. ''A PRF também tem entre as suas atribuições a fiscalização de trânsito, a repressão de prostituição infantil e a recuperação de veículos furtados'', enumerou.
A pedido da Comissão de Segurança, Santos fez um diagnóstico da realidade local e levantou que 25 agentes da PRF, com duas viaturas, seriam suficientes para cobrir a rodovia BR-369. O presidente da comissão, vereador Jamil Janene, acredita ser um número viável, uma vez que o efetivo poderia ser apenas remanejado de outros locais.
''Vamos pedir apoio ao prefeito para levar a reivindicação até o Ministério da Justiça. Como 90% dos crimes cometidos na cidade estão ligados ao tráfico de drogas, o trabalho da PRF seria um ponto-chave no combate à violência'', defendeu. A comissão também deve pleitear recursos para a construção de um posto da PRF na BR-369. O mais próximo, segundo Santos, fica em Ponta Grossa.
Na reunião de ontem, também foi definida uma parceria entre autoridades de Educação e Assistência Social com as polícias Federal, Militar e Civil, para a realização de palestras anti-crime para jovens. A Fundação de Esportes também estuda ampliar seus projetos em bairros mais carentes.

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