O secretário estadual da Justiça, Eduardo Rocha Virmond, indicou, na quarta-feira passada, os nomes do advogado Lauro Valeixo e a perita em planejamento Doralice Bernardoni para participarem da Comissão Especial de Licitação encarregada de promover a permuta do Presídio do Ahú. Os dois indicados deverão ser referendados pelo governador Jaime Lerner e, segundo o secretário do governo, José Cid Campelo, alguma posição sobre o assunto deverá ser tomada na próxima semana.
Com a indicação, o processo de permuta do presído (avaliado em R$ 20 milhões) começa a sair do papel. Por causa de um convênio firmado entre o Estado, a Prefeitura de Curitiba e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - que também é proprietário da área -, cabe ao governo estadual realizar a licitação, a construção de novas unidades prisionais, a reforma do pavilhão e a recuperação do espaço, que pode virar um centro cultural ou abrigar uma rede comercial, além de um posto de serviços do INSS. Até o momento, o processo ainda não havia avançado.
A polêmica sobre a transferência do Presídio do Ahu é muito antiga. A primeira proposta surgiu no segundo governo Ney Braga e teve seguimento na gestão de José Hosken Novaes. Retomada no governo Álvaro Dias, que chegou a propor a venda ou permuta da área, a questão foi esquecida e só agora começa a ganhar fôlego, já que é uma promessa de campanha do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi.

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