Curitiba
A Secretaria Municipal da Saúde, através da comissão bipartite formada com a Associação Paranaense de Secretários Municipais de Saúde, está pleiteando ao Ministério da Saúde a ampliação das cotas dos serviços de radioterapia realizados em hospitais de Curitiba e Região Metropolitana.
A decisão de ampliar o atendimento se deve ao fato do Hospital Angelina Caron, de Campina Grande do Sul, ter solicitado o cadastramento junto ao SUS para fazer os atendimentos de radioterapia. Para que isso ocorra, as cotas devem ser redistribuídas entre os hospitais que fazem o tratamento, reduzindo a cota de cada um deles.
Outra comissão bipartite - formada pelo governo estadual e pelo Conselho Regional de Secretários da Saúde da Região Metropolitana - concordou com o credenciamento e redistribuiu as cotas. ‘‘Mas um mês depois a comissão se posicionou pela necessidade de uma avaliação técnica dos serviços do Hospital Angelina Caron. Por isso a transferência está suspensa, mas pretendemos a ampliação e não apenas uma redistribuição’’, afirma o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho. ‘‘De forma alguma cortamos cotas de radioterapia, apenas estudamos uma forma de redistribuição para que o Angelina Caron possa atender’’, explica Baracho.
A grande maioria dos tratamentos de câncer que precisam de radioterapia são feitos no Hospital Erasto Gaerter ou no Hospital Nossa Senhora das Graças. Em algumas épocas, segundo o diretor clínico do Hospital Angelina Caron, Pedro Hernesto Caron, esses dois hospitais levam até um mês paa atender o paciente. ‘‘Estamos com um equipamento supermoderno e podemos assumir parte desses atendimentos’’, garante. Ele disse que o hospital teria condição de realizar 4 mil aplicações por mês.
No Hospital Erasto Gaertner são realizadas de 11,5 mil aplicações de radioterapia mensais. ‘‘Com a redistribuição nossa cota cairia para 10 mil e poderíamos ficar com o número de cota apertado’’, argumenta o diretor Isidoro José Cestari.

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