A divulgação de uma terceira morte de idoso internado no Asilo Ebenézer (Zona Sul), fechado em fevereiro por ordem judicial, movimentou a reunião ontem entre representantes da secretaria municipal do Idoso, Vigilância Sanitária, Conselho Municipal do Idoso e organização não-governamental (ONG) Aliança, que administra o asilo, ontem pela manhã, na Câmara de Vereadores de Londrina.
Segundo a secretária municipal do Idoso, Maria Ângela Santini, José de Oliveira, 75 anos, teria morrido na semana da interdição do asilo. ''Só descobrimos algum tempo depois, quando passamos a fazer o acompanhamento de cada idoso que deveria ser redirecionado'', disse. De acordo com a filha de Oliveira, Maria da Glória, ele teria passado apenas uma mês na instiuição, sendo que já estava doente quando foi levado para lá.
Quando foi fechado, o Ebenézer abrigava outros 34 idosos, que foram encaminhados para suas famílias ou centros de convivência. Um ação civil pública tramita na 6 Vara Civil e um inquérito policial foi aberto no início de março, para investigar as mortes dos dois internos, Carlos Nélson Piller, 90 anos, e Lourdes Maria Silva Alves, 87.
O presidente da Aliança, pastor Clóvis José do Pinho, informou que a entidade apresenta uma dívida de R$ 23 mil e que a reforma só será possível se houver ajuda do poder público. Após duas horas de reunião, a vereadora Sandra Graça (PDT) propôs que fosse elaborado um relatório que aponte como o poder público poderá ajudar na reestruturação do asilo.
Mesmo assim, o promotor de Defesa do Idoso de Londrina, Tiago de Oliveira
Gerardi, afirmou que nada poderá ser feito antes da decisão judicial. ''O máximo que podem fazer é sugerir algumas medidas. A não ser que o juiz entenda que não há mais motivos para manter o asilo fechado'', disse. O promotor também ressaltou que a decisão do MP não foi precipitada e sim baseada em relatórios que apontavam irregularidades. ''Não esperaria ninguém morrer para fechá-lo.''
A Justiça determinou o fechamento do asilo baseada em relatórios do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vigilância Sanitária e Ministério Público (MP). As entidades alertavam sobre problemas na estrutura do prédio e falta de profissionais qualificados.

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