Foz do Iguaçu Uma comissão mista, formada por representantes da Santa Casa Monsenhor Guilherme e do poder público, foi criada anteontem à noite, irá discutir alternativas ao sistema de saúde de Foz do Iguaçu. A medida, tomada durante assembléia extraordinária do hospital, é uma saída temporária que pode impedir a redução de atendimentos no superlotado pronto-socorro. A Santa Casa é o principal centro hospitalar do município.
A comissão evita ainda novos atritos com a prefeitura. Isso porque a assembléia foi convocada para discutir oito pontos polêmicos. Entre eles, a aprovação de uma moção de repúdio ao prefeito Sâmis da Silva (PMDB) e a alguns vereadores que aprovaram um projeto do Executivo exigindo o reajuste de subvenções com base no Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM). A extinção pôs fim à perspectiva do hospital de receber R$ 593,88 mil referentes a uma diferença em subvenções de janeiro a junho. A prefeitura defende reajuste por unidades de serviços prestados.
Antes da assembléia havia rumores, inclusive, de mudanças no caráter beneficente do hospital. Isso porque a medida está dificultando a assistência no pronto-socorro. A unidade tem reduzido gradativamente os atendimentos no PS que não forem de emergência e urgência. Hoje, somente 100 dos 400 pacientes assistidos diariamente necessitam de rapidez.
Mas os mantenedores não chegaram a votar as moções porque preferiram discutir e aprovar a proposta enviada pela prefeitura de criar a comissão. O hospital, entretanto, não arquivou a proposta de acionar judicialmente o município com objetivo de reivindicar o reajuste pelo IGPM.
''Em razão do déficit mensal enfrentado pelo hospital, devido ao aumento do número de atendimentos registrado no último semestre e as despesas superando a arrecadação da Irmandade, a assembléia aprovou medidas que restabelecem equilíbrio financeiro imediato, respeitando-se os aspectos legais'', diz nota oficial divulgada ontem.

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