A Comissão Especial criada pelo Ministério Público para avaliar a qualidade da água distribuída pela Sanepar em Curitiba se reuniu ontem para traçar metas de trabalho. Formada por representantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Universidade Católica do Paraná (PUC), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), a comissão vai analisar semanalmente o resultado dos exames da água coletada em diversas estações de tratamento da Sanepar para detectar se a empresa cumpre os padrões de qualidade determinados. Caso isso não esteja ocorrendo, a empresa pode ser autuada.
A comissão foi criada a partir de denúncia do deputado Max Rosenmann (PSDB), que acusa a empresa de utilizar excesso de cloro no tratamento da água. Segundo a denúncia, o produto, quando ultrapassa o limite permitido, pode ser cancerígeno. O promotor do Meio Ambiente Saint Claire Honorato Santos informou que a partir do trabalho da comissão, serão feitas sugestão de alteração na legislação que determina a qualidade da água.
Atualmente está em vigor a Portaria 36/1990, do Ministério da Saúde. Porém, empresas responsáveis pela distribuição de água têm até 2003 para se adaptar a uma nova portaria que regulamenta a qualidade da água. A Portaria 1469, publicada o ano passado, determina novas diretrizes para as empresas, inclusive determinando a quantidade de algas possíveis de serem detectadas na água. (K.M.)

mockup