Deputados da Comissão de Direitos Humanos da Câmara viajaram ontem à cidade paraguaia de Salto del Guayrá, na fronteira com Guaíra (158 quilômetros ao norte de Cascavel), para apurar denúncias de uma nova rota de tráfico de meninas brasileiras para a prostituição no país vizinho. Formada pelos deputados federais Dalila Figueiredo (PSDB-SP), Nilmário Miranda (PT-MG), Padre Roque Zimmermann (PT-PR) e Djalma de Almeida Cesar (PMDB-PR), a comissão está na fronteira entre os dois países para investigar denúncias de prostituição infantil, tráfico e escravização de meninas.
A procuradora da República Eliana Pires da Rocha, que atua na região de Guaíra, revelou ter recebido a denúncia de que pelo menos 15 meninas brasileiras, na faixa entre 12 e 15 anos, estão se prostituindo na região de Salto del Guayrá, que faz fronteira com os Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Essas meninas, segundo a procuradora, são aliciadas no Brasil, principalmente no Paraná e em Santa Catarina, e levadas ao Paraguai com promessas de trabalho em lanchonetes ou como empregadas domésticas. ‘‘Lá elas são obrigadas a se prostituir e não podem voltar.’’
Em Salto del Guayrá, a comissão se reuniu com o cônsul-adjunto do Brasil na cidade, Paulo Velasco. Pela manhã, os deputados tiveram um encontro com o cônsul brasileiro em Ciudad del Este, Ernesto Ferreira de Carvalho. O objetivo das visitas foi discutir maneiras legais de retirar as meninas. A partir de hoje, os deputados deverão visitar outros municípios paraguaios na fronteira.

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