CAMPO MOURÃO - Uma comissão especial encabeçada pelo prefeito Tauillo Tezelli (PSDB) iniciou ontem a luta pelo reconhecimento do ensino de 2º grau em 13 escolas de Campo Mourão. A comissão foi formada durante reunião que discutiu o assunto pela primeira vez. No encontro também foi elaborado um documento com as necessidades de cada uma das escolas em situação irregular. ‘‘Vamos apoiar e assumir esta causa’’, frisa Tezelli.
O encontro reuniu diretores dos colégios com o problema, presidentes das associações de pais e mestres, representantes do Núcleo Regional de Ensino e da Prefeitura. O principal problema da falta de reconhecimento é que os alunos, mesmo concluindo os três anos do 2º grau, não podem prestar vestibular. Também não podem participar de concursos públicos que exigem formação secundária.
‘‘Os estudantes não podem ser penalizados por questões extracurriculares, de natureza político-administrativa’’, ressalta Tezelli. Entre os estabelecimentos com o problema está a mais tradicional escola pública de Campo Mourão, o Colégio Marechal Rondon. Três turmas já se formaram sem o reconhecimento.
Dificuldade A Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam) aceita a matrícula de vestibulandos oriundos de colégios da cidade não reconhecidos oficialmente. Fora de Campo Mourão, no entanto, esses estudantes têm dificuldades para começar o ensino de 3º grau. Eles não receberam o certificado de conclusão do 2º grau. Na região, pelos menos outros seis colégios vivem o mesmo drama.
A falta de reconhecimento inclui o curso de auxiliar de enfermagem ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e escolas que ministram o 2º grau apenas pelo sistema de supletivo, como o Centro de Estudos Supletivos de Campo Mourão (Cescam). Entre os colégios não reconhecidos, estão sete mantidos pelo Estado e quatro pela prefeitura, além do Senac e de um colégio particular.

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