Uma comissão formada pelos secretários municipais da Fazenda, Carlos Alberto Lopes Pequito, da Administração, Arlindo Piacentini Filho, e do Planejamento, Ricardina Dias, está com a missão de coordenar a redução de gastos na Prefeitura de Campo Mourão. O prefeito Tauillo Tezelli (PSDB) disse que a contenção de gastos é permanente, mas divulgou a formação da comissão na mesma semana em que a Câmara Municipal aprovou um aumento salarial de 58% para os vereadores, 73% para o prefeito e de 1.733% ao vice-prefeito.
Os secretários municipais já se reuniram individualmente com os membros da ‘‘comissão contra gastos’’ para discutir medidas de redução de despesas. Cada secretaria já trabalha com cotas mensais de recursos que não podem ser extrapoladas e que vêm diminuindo. Para tentar economizar, serão revisados todos os contratos que estão em vigor e o controle nas despesas de custeio como vale-transporte, horas extra, água, luz e telefone, será ainda mais rigoroso.
Outra medida já tomada pelo chamado ‘‘trio da economia’’ é o reescalonamento dos prazos de execução de obras e o remanejamento de servidores efetivos para ocupar eventuais vagas e evitar a contratação de novos funcionários. Ao mesmo tempo, a comissão tenta aumentar a arrecadação do município. Impostos atrasados, por exemplo, estão sendo cobrados judicialmente e já chegaram a levar alguns imóveis para leilão. A prefeitura também está vendendo uma série de terrenos para gerar recursos. Na semana que vem, serão leiloados 33 imóveis.
Segundo Tezelli, as medidas de economia são necessárias para manter a folha de pagamento em dia e para que o município tenha condições de dar as contrapartidas nas obras já conveniadas. Além disso, é preciso compensar a queda na arrecadação de tributos e taxas municipais, que têm ficado abaixo das estimativas. Os repasses federais também vêm caindo. Só o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve uma queda de 30% em junho, um prejuízo de R$ 130 mil em relação ao mês anteior.

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