Reunião realizada quarta-feira à noite na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) estabeleceu a necessidade de criação de uma comissão para definir as políticas públicas para animais. Devem fazer parte representantes da prefeitura, do Legistativo, de instituições de ensino superior e de ONGS de proteção a animais. A estimativa é que haja cerca de 30 mil cães e gatos abandonados pelas ruas da cidade.

Segundo o presidente da ONG SOS Vida animal, Milton Pavan, há um grande volume de problemas devido ao abandono e atropelamento de animais. Ele ressaltou que muitas pessoas ainda não veem essa questão como um problema até o momento em que ocorrer um acidente – por exemplo, ser mordido por um cachorro. "Os animais precisam ser vacinados, identificados e castrados e deveriam ficar na mesma região onde foram recolhidos, porque são animais territoriais. O que muitos não entendem é que eles podem ser vetores de doenças", observou.

Pavan afirmou que uma das necessidades a curto prazo é o resgate de um convênio assinado com a administração anterior que possibilitaria um repasse de aproximadamente R$ 40 mil para que a ONG atendesse 50 animais atropelados e realizasse 60 castrações por mês.. "A gente espera que esse convênio seja resgatado o mais rápido possível, pois ele já foi elaborado seguindo as normas da prefeitura e de acordo com as regras de prestação de contas. A fonte de recursos para custear isso também já teria uma origem definida, com verbas da Secretaria Municipal de Ambiente e do Conselho Municipal de Ambiente", afirmou.

Segundo informações do Núcleo de Comunicação da prefeitura, ainda não há definição sobre o convênio, que foi um dos temas tratados durante o encontro. Outros assuntos abordados foram a necessidade da construção de um centro de controle de zoonoses, instalação de unidades de sanidade animal nos bairros para realizar a castração, investimento na educação e orientação da comunidade.

O chefe de gabinete do Executivo, o médico veterinário Márcio Corrêa, que participou da reunião, explicou que o cronograma da comissão ainda não foi definido, o que acontecerá quando as entidades indicarem os representantes.
Ele afirmou que o município não dispõe de dotação orçamentária para ações nessa área para este ano, mas explicou que é possível encontrar alternativas. "A partir dessas reuniões faremos os levantamentos das necessidades e de onde podem vir esses recursos para contornar a situação", declarou.

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