Curitiba - Uma comissão formada por representantes do Ministério Público (MP) estadual, secretarias da Segurança Pública e da Criança e Assuntos de Família, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Conselho dos Direitos da Criança vai analisar a necessidade da criação de uma delegacia especializada na defesa de crianças e adolescentes vítimas do crime. A comissão foi formada depois de uma reunião realizada ontem, na Secretaria da Criança e Assuntos de Família.
Atualmente não existe uma delegacia especializada neste tipo de crime no Estado. O atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência é feito extra-oficialmente pela Delegacia da Mulher. Mas segundo a promotora de Justiça, Cristina Maria Suter Correa da Silva, que vai fazer parte da comissão, a demanda desse tipo de crime pede a criação de uma delegacia especializada.
Para a promotora, a ausência de um órgão especializado na violência contra crianças e adolescentes impede, inclusive, o levantamento de dados estatísticos sobre o assunto. ‘‘Sabemos que há muitos casos, mas não temos uma estatística confiável’’, disse. ‘‘O primeiro passo é a criação de uma delegacia especializada.’’ A promotora adianta que a idéia inicial é centralizar na delegacia, programas de acolhimento às vítimas já existentes no Estado, com um 0800 ou similar para que a própria criança denuncie se for vítima de violência.
A procuradora geral de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes, disse que a comissão deve analisar primeiro se há disponibilidade de espaço físico para a nova delegacia. Os representantes da comissão também devem analisar se o órgão poderá funcionar conjuntamente com a Delegacia da Mulher e Assuntos da Família. A parceria é um projeto da delegada titular da Delegacia da Mulher, Darly Rafael, que defende a centralização do atendimento na própria delegacia.

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