Comissão do governo investiga atuação de grevistas
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<br>De Cascavel 
Uma comissão formada por membros da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) iniciou ontem, na Unioeste, processo administrativo para averiguar possíveis irregularidades praticadas por funcionários e professores durante o movimento grevista. O fechamento da reitoria no dia 10 de outubro foi considerado como invasão e os responsáveis poderão sofrer sanções previstas no Estatuto do Servidor Público.
Os trabalhos estão sendo conduzidos por Osmar Feijó, que preside a comissão, e que conta com a colaboração de José Antônio Guazelli, assessor da Seti, e José Kreitler, da PGE. O procurador-geral do Estado, Paulo Rocha, também está em Cascavel participando do processo.
De acordo com Feijó, serão ouvidas 14 testemunhas ainda esta semana. Na sequência, os depoimentos serão analisados e, caso haja indícios de transgressão de artigos do Estatuto do Servidor, os envolvidos serão indiciados em processo administrativo.
Segundo o presidente da comissão, não existe prazo para que os trabalhos sejam concluídos. Ele esclarece que antes de apresentar os nomes dos responsáveis, é necessário identificar e avaliar a situação de todos que participaram. As penas podem variar de uma simples advertência até mesmo a exoneração do servidor. ''O tempo de conclusão é imprevisível, pois depende do número de pessoas envolvidas'', diz.
A sindicância foi recebida pelo comando de greve com tranquilidade. Maria Lúcia Rizzotto disse que o processo é entendido como retaliação. ''Nunca uma sindicância foi tão rápida. Nem mesmo quando as denúncias eram graves e urgentes'', afirmou.
A professora acrescentou que o comando ''jamais obrigou ninguém a nada. Apenas tentamos obter maior adesão, mas quando funcionários da reitoria decidiram continuar trabalhando, respeitamos'', conclui.


