Comissão discute deficiências do Hospital Universitário
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sexta-feira, 14 de junho de 2002
Gilmar Agassi<Br>Equipe da Folha 
Cascavel - A comissão formada por membros das secretarias de Estado da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) iniciou as discussões sobre as deficiências existentes no Hospital Universitário de Cascavel. A Força-Tarefa, como foi denominada, deu início ao trabalho de buscar soluções ao problemas da instituição, visando transformá-la, de fato, num hospital-escola. Uma boa notícia é de que os Ministérios da Saúde e da Educação reconheceram o hospital como universitário.
A diretora da Seti, Mirian Wellner, disse que o mais importante para sanar os problemas no HU, é unir esforços para coordenar a instituição de forma conjunta. Ela observa que tanto a saúde como o ensino são áreas muito sensíveis. Quando as pessoas alertam que falta cada setor assumir sua responsabilidade, entendemos que, em alguns momentos, não há clareza maior do que cada envolvido deve fazer. É isso que queremos resolver, frisa.
Wellner avalia que o encontro serviu para estabelecer responsabilidades e prazos, a fim de resolver, também, as irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária, entre elas, o fornecimento de medicamentos vencidos à pacientes. Na próxima semana, o reitor da Unioeste, Wilson Iscuissati, levará a Curitiba os relatórios de cada setor do hospital, para que ações sejam desencadeadas.
Para o diretor da Secretaria de Estado da Saúde, Angelo Luiz Tesser, que esteve pela primeira vez no HU, uma visita é pouco para avaliar a situação por completo. Mas pude observar que o hospital tem potencial. Há boas intenções de todos e se busca estreitar relações entre o ensino, saúde e os vários níveis de gestão, para que todas as partes sejam contempladas, afirmou.


