Representantes da Comissão Permanente de Segurança da Câmara de Vereadores de Londrina e do Fórum de Segurança se reuniram ontem para discutir a suposta existência de grupos de extermínio. Participaram cerca de 40 pessoas.
Os chefes das polícias Civil, Militar e do Instituto de Criminalística têm entendimentos diferentes sobre o que seria grupo de extermínio. O chefe da Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, diz que há indícios que justificam a sua afirmação sobre grupos de morte. Segundo ele, o lugar e a forma dos tiros, os projéteis parecidos dão as informações para que se afirme que há grupos de morte.
O comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Rubens Guimarães, discorda. Para ele o que há são mortes por execução. Ele acredita que deveria ter havido uma conversa entre as polícias antes de se falar em grupo de extermínios. Na sua opinião, estratégias de ação das polícias têm que ser tomadas em reuniões fechadas para não serem divulgadas pela imprensa. ''Os bandidos vêem TV e lêem jornal.''
O delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Jurandir André, afirma que as mortes estão relacionadas ao tráfico de drogas. Para ele, o meio de garantir a segurança é os órgãos responsáveis fazerem a sua parte com a parceria da comunidade.
Rosalina Batista, da Associação de Mulheres Batalhadoras do Jardim Franciscato (zona sul), disse ser difícil denunciar porque não há segurança. ''Os pobres não têm condições de ficar comprando drogas e armas, tem gente grande por trás disso. As pessoas não têm condições de serem detetives da polícia. É melhor ter amizade com o bandido, que dá mais segurança'', desabafou. Para ela, somente com trabalhos preventivos e melhoria da qualidade de vida é que a situação pode melhorar.
O presidente da Comissão de Segurança, Jamil Janene (PDT), disse estar tentando audiência com o governador Roberto Requião (PMDB), que também é secretário de Segurança, para discutir o assunto.

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