A instalação em outra área e o apoio da Prefeitura de Londrina junto a instituições financeiras para a obtenção de recursos para o funcionamento da empresa são as condições que serão apresentadas ao proprietário do Frigorífico São José, o Frigozé, Natel Gomes de Oliveira, na próxima semana.
As propostas foram levantadas ontem em uma reunião entre veradores, representantes dos moradores da região, Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Centro de Direitos Humanos, como a única saída viável para o caso. Do novo encontro devem participar ainda o prefeito Nedson Micheleti (PT), os secretários de Fazenda e Obras, o Ministério Público e o judiciário.
O frigorífico está fechado desde 1989 por causa de problemas fiscais. No ano passado o proprietário conseguiu um novo alvará e este ano iniciou as obras de readequação para a abertura da fábrica, que contraria moradores e entidades ambientais. O alvará segundo o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo, foi cassado pois de acordo com a Lei de Zoneamento do Muncípio a região onde está o frigorífico e zona residencial.
O IAP, segundo o chefe regional, Andrew Pinheiro Neto, havia concedido duas das três licenças necessárias para o funcionamento do frigorífico, com base no alvará fornecido pelo proprietário. Em dezembro do ano passado, o IAP foi informado pela prefeitura que na região é permitido apenas casas e comércio leve. Desde então o processo de licença está suspenso. As duas licenças já concedidas, segundo o chefe do IAP, serão canceladas assim que receber o documento da prefeitura informando a cassação do alvará.

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