Comissão define estratégia para retomar obra do Fórum
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de julho de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
A comissão que discute o destino da obra inacabada do Fórum de Curitiba se reúne nos próximos dias e vai definir as estratégias para retomar a construção abandonada há 10 anos. O imóvel, embargado judicialmente, já tem interessados. A comissão consultou sete empresas e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR) para saber se aceitariam reiniciar a obra. Apenas uma recusou o convite.
A carta convite encaminhada pela comissão, por meio da Secretaria de Obras Públicos do Estado, foi aceita pelas empresas curitibanas DM Construções, Irmãos Thá, Berman Construções e Dora Construções Civil, além das construtoras Pavibras (de Londrina) e Sial (Cascavel). Além disso, o Sinduscon se dispôs a encaminhar informações aos seus associados. A empresa que recusou o convite não teve o nome divulgado.
O convite mantém a proposta de reaproveitamento do imóvel inacabado. No projeto original, o prédio teria redução de 12 para oito andares. Com isso, a área construída diminuiria de 39 mil metros quadrados para 14,3 mil metros. Além disso, a proposta estabelece a construção de outros dois prédios, atrás do Palácio Iguaçu.
O grande entrave está na Justiça, onde tramitam duas ações contra a construção. Um dos processos que inviabilizam a continuidade dos trabalhos é da Construtora Coteli, que executou parte das obras. A ação tramita em primeira instância na 2ª Vara da Fazenda Pública, aguardando sentença desde abril do ano passado, quando houve o último despacho.
O primeiro processo da Coteli foi iniciado em 1991, quando a construtora entrou com medida cautelar para que o prédio fosse periciado. No ano seguinte, ela reivindicou indenização do Estado por trabalhos executados e não pagos. No entanto, o governo se recusou a pagar alegando que as obras foram malfeitas.


