Uma comissão formada por cinco vereadores de Maringá visitou ontem o ponto de captação de água da Sanepar no Rio Pirapó. A comissão está investigando a qualidade da água fornecida pela empresa. Acompanhados pelo superintendente regional da Sanepar, Saulo Anselmo de Souza, os vereadores verificaram todas as etapas do tratamento da água.
Os vereadores suspeitam que a Sanepar está contribuindo com a poluição do Córrego Sarandi, que deságua no Pirapó. Mesmo com a mudança no ponto de captação, a comissão desconfia que a Sanepar está coletando água com alto índice de poluição para o abastecimento da cidade. O ponto de captação foi transferido das imediações do Córrego Sarandi para um local a mais de 7 quilômetros do manancial.
De acordo com o vereador Audi César Mertz (PSB), a Sanepar pode estar enfrentando problemas, principalmente nas enchentes. ‘‘Quando choveu muito na região e o Rio Pirapó transbordou, quem garante que os dejetos do Córrego Sarandi não foram para o Pirapó, no local onde hoje é feito a captação da água?’’. Segundo Mertz, a Sanepar está despejando o esgoto da estação de tratamento no Córrego Sarandi.
Para que a população não seja prejudicada, a comissão decidiu ontem pedir uma análise da Universidade Estadual de Maringá (UEM). ‘‘Queremos que os técnicos da universidade acompanhem o tratamento da água e façam as análises diárias por um determinado tempo’’, explica Mertz.
Esgoto tratado O superintendente da Sanepar nega todas as suspeitas e diz que a água é de boa qualidade. Ele garante que a empresa não está poluindo o Córrego Sarandi. ‘‘Aquele esgoto é tratado e não aumenta a poluição do rio’’, explica.
Segundo Souza, a Sanepar mantém um controle de qualidade com análises realizadas diariamente. ‘‘Há análises que são feitas a cada hora’’. Souza também negou que a água que abastece Maringá tenha índice preocupante de metal pesado. Segundo ele, pelas análises feitas diariamente, a água também não contém pesticida, algas ou mesmo o vibrião da cólera.

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