A Secretaria de Saúde de Londrina vai criar uma comissão de sindicância para investigar mais profundamente o atendimento dado a Carolayne Alves Rocha, de um ano e cinco meses, no Pronto Atendimento Infantil (PAI). A decisão foi tomada ontem após a Comissão de Ética do PAI entregar o seu parecer sobre o caso. A menina morreu no dia 30 de março, dois dias após ser atendida na unidade.
Segundo o diretor de Serviços Especiais de Saúde da secretaria, Sérgio Canavese, o levantamento feito pela comissão mostra que Carolayne foi devidamente atendida e medicada no período em que esteve em observação no hospital. ‘‘A comissão verificou que há uma incorreção no preenchimento do prontuário no momento da alta e durante a reavaliação. E por insuficiência de dados não houve uma conclusão.’’
Canavese explicou que a sindicância pode fazer uma investigação mais profunda embasada nos resultados da necropsia e nos depoimentos dos médicos, da equipe de enfermagem e dos pais da criança. A comissão tem 30 dias para entregar o parecer. A médica que fez o atendimento foi afastada temporariamente das suas funções no PAI.
O secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, informou que foi pedido um parecer jurídico sobre a possibilidade de se partir direto para o processo administrativo, o que economizaria tempo. ‘‘Estamos esperando a resposta da consulta. É preciso seguir todos os ritos legais para que não haja injustiça e a decisão final seja fundamentada na lei.’’
Carolayne deu entrada no hospital, no dia 28 de março, com vômito e indisposição. Segundo Aline Maria Alves, mãe de Carolyne, uma radiografia revelou que a menina estava com pneumonia. Ela foi internada para observação.
Após o atendimento, Carolayne teria ficado sonolenta, com se estivesse sedada. Ela recebeu alta mesmo sem ter acordado, afirmam os pais. Na dia 29 à noite, eles voltaram ao PAI porque não conseguiam acordar a menina, mas foram orientados a ir para casa. Carolayne morreu na madrugada de sábado ao ser levada para o Hospital da Zona Sul.

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