Se depender de grupos ambientais paranaenses, o Brasil será incluído na lista patrimônios ameaçados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). Ontem, eles defenderam esta proposta à comissão da União Internacional para a Conservação da Natureza, ligada a Unesco, que está no Paraná avaliando a situação dos parques nacionais do Iguaçu e de Superagui. A comissão também se reuniu com o governador Jaime Lerner e representantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Curitiba.
Hoje, os represntantes da Unesco estarão visitando o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. A vista deles tem objetivo de incluir o Parque de Superagui como patrimônio da humanidade. Mas a ambientalista Tereza Urban diz que, antes de tomar esta medida, é preciso corrigir falhas no processo ambiental desse parque e do Iguaçu. Segundo Tereza, não existem políticas de presevação de patrimônio nas duas áreas ambientais.
‘‘Há uma série de falhas no processo que permitem a degradação do meio ambiente’’, alega. Por isso, ela acha que a colocação do nome do Brasil na lista da Unesco pode servir para mudar este processo. Nessa listagem, estão apenas países em guerra ou com alto grau de pobreza.
Na região de Guaraqueçaba, inclusa no Parque de Superagui, Tereza afirma que estão ocorrendo extração de palmitos, vegetação e roubo de animais silvestres. Já no Parque do Iguaçu, o probelam seria a invasão e reabertura da Estrada do Colono, que na avaliação dos ambientalistas deveria permanecer fechada.
Os ambientalistas defendem a educação ambiental na região. Para desenvolver este projeto, eles pretendem conseguir recursos do Banco Mundial, destinados para fins ambientais. Pelo programa dos ambientalistas, as famílias também exerceriam atividades que não causassem degradação ambiental. ‘‘Todas estas propostas dependem da vontade do governo estadual de mudar a atual política’’.

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