Comissão da UEL faz novas coletas no Lindóia
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sexta-feira, 05 de julho de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
A comissão multidisciplinar formada por especialistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) que apura os danos ao meio ambiente e à população provocados pelo vazamento de óleo no Ribeirão Lindóia (zona oeste), descoberto em maio deste ano, fez ontem novas coletas de solo e de espécies de peixe na área próxima ao Pool de Combustíveis.
Segundo o coordenador da comissão, professor Galdino Andrade Filho, a intenção dos especialistas é avaliar se houve alterações bioquímicas nos peixes e na microbiologia do solo. Na última terça-feira, geólogos e químicos também recolheram amostras para análise. O trabalho de coletagem continua nas próximas semanas.
A comissão, que começou a trabalhar oficialmente no dia 27 de junho, tem um prazo de 60 dias para relatar à Justiça os danos provocados pelo vazamento de óleo. Além da implicação ambiental do desastre, os especialistas irão apurar os impactos à saúde da população que vive abaixo do local do acidente.
Em outra ponta, prosseguem as avaliações no Pool de Combustíveis, implementadas pela Petróleo Ipiranga, e na área da América Latina Logística (ALL). A Ipiranga informou que tem até 19 de julho para apresentar os resultados de seu estudo. ALL tem prazo semelhante, mas a assessoria de imprensa da empresa não soube definir a data exata. Peritos do Instituto de Criminalística também devem realizar outros procedimentos no local.
O vazamento foi detectado há quase dois meses e até agora não foram descobertas suas causas e nem os responsáveis pelo desastre. Nenhuma das fontes consultadas ontem soube precisar qual a quantidade de óleo retirada no local do acidente.


