Pagamento irregular por equipamentos que não foram entregues à Câmara de Vereadores de Londrina. Esta foi uma das conclusões da comissão de sindicância da Casa, criada há 40 dias para analisar a aquisição de computadores no ano passado, quando o presidente era o vereador Adalberto Pereira (PFL).
Através de licitação realizada em novembro e vencida pela Easy Comp Informática Ltda, a Câmara comprou equipamentos, suprimentos e ‘‘softwares’’ de informática. Em dezembro, mesmo com o pagamento total (cerca de R$ 86 mil), parte dos equipamentos não foi entregue - 42 licenças de software e duas unidades de gravação.
Para apurar o caso, no dia 30 de março foi instalada a comissão de sindicância, presidida pela advogada Maria Cristina conde Alves Frasson (servidora da prefeitura), por dois funcionários da Câmara e pelo vereador Salvador Francisco (PSB).
Durante a sessão de ontem à tarde, Salvador Francisco leu o relatório final da comissão. Entre as irregularidades, foi comprovado que a Câmara efetuou o pagamento superior aos 50% previstos no contrato e pagamento do valor total licitado, mesmo faltando itens. Houve ainda atraso na entrega dos equipamentos.
Além disso, a comissão de sindicância afirma que os procedimentos administrativos de pagamento foram feitos verbalmente e que houve excesso de confiança por parte das autoridades da Câmara, que se baseou apenas em informações verbais de funcionários.
A presidente da comissão observou que cabe agora ao plenário decidir quais providências serão tomadas. Mas ela entende que deve ser aberta uma comissão processante para analisar o caso.
Adalberto Pereira garante que não houve erro. ‘‘A firma que ganhou a licitação era idônea e depois, em momentos de dificuldades, deixou de entregar os materiais’’, ressaltou. Mesmo não admitindo que foi sua culpa, o vereador admitiu que tem responsabilidades porque na época era presidente da Câmara.
‘‘Em razão disso, sugiro que todos os funcionários envolvidos reponham à Câmara os equipamentos não recebidos’’, disse.
Segundo o vereador, ‘‘fica humanamente impossível’’ controlar cada material ou equipamento que é adquirido. ‘‘Por isso, existem as várias repartições desta Casa’’, justificou. O atual presidente da Câmara, Renato Araújo, disse que Adalberto Pereira não teve culpa isolada. ‘‘Ele confiou demasiadamente em seus assessores’’.

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