Maringá - Vereadores de Maringá que fazem parte de uma comissão que discute a segurança pública no município, se reuniram ontem com o comando da Polícia Civil e pediram mais empenho para se obter resultados práticos contra a criminalidade. Na opinião dos vereadores, o baixo índice de solução dos crimes contra o patrimônio - principal problema em Maringá - facilita a atuação dos assaltantes. O delegado-chefe da 9 SDP, Rogério Lopes citou os principais trabalhos realizados este ano, mas ressaltou que o número de policiais em município é insuficiente para um resultado mais eficiente.
De acordo com o vereador Mário Hossokawa (PSD), as ocorrências de arrombamentos de residências e furtos de carros são provas que os crimes contra o patrimônio em Maringá aumentram nos últimos meses. Em janeiro de 2002 por exemplo, de acordo com levantamento da comissão especial de vereadores, foram registrados na cidade 36 furtos de carros e recuperados 13. Em janeiro deste ano foram furtados 56 veículos e recuperados 28. ''Entre janeiro e fevereiro deste ano foram furtados 111 veículos e só recuperaram 56 e mesmo assim poucas pessoas foram presas. Desse jeito as pessoas não ficam com medo de roubar em Maringá'', criticou Hossokawa.
Para a vereadora Marly Martin Silva (PPB),a polícia tem que agir com mais rigor na questão dos receptadores. Ela sugeriu que a polícia faça uma campanha junto à população esclarecendo que a compra de produtos roubados é crime e mais do que isso, incentiva os arrombamentos e furtos.
O delegado Rogério Lopes disse que desde que assumiu o comando, há dois meses, várias investigações foram feitas e o trabalho está voltado para a redução no índice da criminalidade. Ele citou o trabalho feito pelos investigadores que descobriram cerca de 200 oficinais de ''fundo de quintal'' irregulares. Muitas das oficinas estão sendo investigadas sob suspeitas de locais de desmanche de carros.
Apesar das críticas e dos pedidos de mais agilidade na prisão de criminosos, Lopes afirmou que a Delegacia de Polícia é um ''órgão legal, que trabalha de acordo com a lei''. Ele afirmou que em muitos casos, os autores dos arrombamentos e furtos são identificados e detidos, mas soltos em seguida porque são menores ou não foram reconhecidos pelas vítimas.
Lopes disse ainda que a maioria dos crimes poderão ser solucionados com mais rapidez se conseguir pelo menos mais 20 investigadores e 10 escrivães para a Subdivisão Policial de Maringá. Hoje, conforme o comando da Polícia Civil de Maringá, a delegacia local conta com 69 policiais. Em 2002 eram 80 policiais e em 2001, 108 policiais. Além do número reduzido, dos 69 policiais que atuam em Maringá boa parte deles, conforme Lopes, realiza trabalhos na própria delegacia em função da superlotação da cadeia.

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