Uma comissão formada pelo secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, e técnicos da prefeitura, avaliou ontem à tarde o estado de conservação do Anfiteatro do Zerão. O engenheiro responsável pela parte de cálculo do Anfiteatro construído na década de 80 na gestão do prefeito Wilson Moreira também participou da visita. Apesar das rachaduras e das infiltrações, a comissão descartou qualquer risco de desabamento, mesmo que parcial. ''Isso não existe. Se tivesse comprometimento da obra, eu já teria autorizado sua interdição'', garantiu Crescentini.
O secretário disse que a visita ao Anfiteatro, assim como a qualquer outro prédio ou patrimônio da cidade, não foi motivada pela queda da marquise do anfiteatro da UEL. O acidente, no último dia 12, matou dois estudantes. ''Essas vistorias são rotineiras. Na semana passada, interditamos uma sala de aula do Colégio João XXIII, que não oferecia segurança aos alunos. Isso não tem nada a ver com o que aconteceu na UEL'', afirmou.
Segundo o secretário, as rachaduras são superficiais e não comprometem a estrutura do local. Ele afirmou ainda que rachaduras são comuns em qualquer obra pública. ''O que temos que solucionar é o problema do teto, que está cheio de goteiras''. A idéia, de acordo com o secretário, é trocar a cobertura por outro material mais leve, tipo alumínio ou policarbonato, para melhorar o aspecto da obra.
Há 90 dias, uma outra comissão esteve no Zerão para avaliar uma eventual reforma geral da área. Além de corrigir as rachaduras e trocar a cobertura, a prefeitura pretende revitalizar as instalações e ceder o local a uma Organização Não-Governamental. ''Queremos que essa ONG, ou uma outra instituição, se torne responsável pela manutenção. Mas temos que entregar o local em boas condições'', argumentou.

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