Comissão avalia documentos da mineradora Plumbum
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segunda-feira, 02 de abril de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
A Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa do Paraná já recebeu documentos sobre todos os proprietários da mineradora Plumbum, que funcionou no município de Adrianópolis (130 km ao norte de Curitiba) entre 1954 e 1996. A comissão investiga a possibilidade das atividades da empresa terem causado danos ao meio ambiente e à população da região por contaminação de chumbo durante mais de 40 anos.
A próxima reunião para tratar desse assunto acontece amanhã. Os deputados pretendem ouvir um dos pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que há dois anos desenvolve um estudo sobre os efeitos do chumbo no Vale do Ribeira.
A contaminação aparece principalmente nos moradores da Vila Mota, onde funcionou até 1996 a siderurgia da Plumbum. Na vila ainda encontram-se mais de 20 mil toneladas de resíduos da transformação do minério de chumbo, zinco, ouro e prata.
O médico aposentado Osmam Bracik, que trabalhou entre 1959 e 1979 na Plumbum, vai depor novamente amanhã. Ele garante que os riscos de intoxicação da população por dejetos da atividade de metalurgia da Plumbum são praticamente inexistentes. O médico João Baffa, que trabalhou na Plumbum durante a década de 80, não tem a mesma opinião de Bracik. De acordo com Baffa, os índices de abortamento e desnutrição em Adrianópolis são maiores que as médias regionais. Uma das possíveis causas seria a contaminação por chumbo.
Baffa não confirmou sua presença na reunião de amanhã da Comissão, mas entregou um relatório ao deputado Neivo Beraldin (PPB), presidente da Comissão. Consta que entre 1985 e 1989 ele chegou a informar o governo do Estado sobre os problemas em Adrianópolis, mas nunca foram tomadas providências, afirma.


