Comissão apresenta opções em Cascavel
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
A comissão instituída para encontrar uma solução de funcionamento do Hospital da Criança e Pronto-Socorro Municipal de Cascavel apresentou duas sugestões para utilização das obras inauguradas em dezembro de 2000, mas que permanecem fechadas devido a uma série de irregularidades. A criação de uma fundação para gerenciar o Hospital da Criança ou a contratação da Fundação São Camilo, especializada em administração hospitalar, foram algumas das alternativas sugeridas pelos membros da comissão.
Um dos membros da comissão, o médico Adarcino Amorim, observou que a possibilidade de se colocar o pronto-socorro (PS) em funcionamento foi descartada devido as inúmeras melhorias que precisariam ser feitas na estrutura. Ele lembrou que a falta de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de um centro cirúrgico foram determinantes na decisão de inviabilizar o PS. Ficaria inviável para o município fazer todas as melhorias necessárias. É impossível, por isso, achamos melhor atender apenas como Hospital Infantil, explica.
Amorim defende o gerenciamento através de um conselho comunitário. Ele lembra que o conselho comunitário é composto por membros voluntários, sem remuneração. Nesse caso todas as decisões são tomadas pelo conselho, inclusive as licitações para compra de medicamentos, completa.
O médico é contra a contratação da Fundação São Camilo, justamente pelos altos gastos necessários nesse tipo de administração. Sabemos da experiência da Fundação em administração hospitalar, mas entendo que existem outras formas mais econômicas, diz.
A decisão sobre o funcionamento da estrutura construída para funcionar o Hospital da Criança e o Pronto-Socorro Municipal só deverá ser tomada após a apresentação de um projeto por parte da Fundação São Camilo. A previsão é para que a apresentação aconteça no próximo dia 15, quando serão conhecidas as avaliações realizadas por membros da Fundação que estiveram em Cascavel no último mês.


