Comissão alerta para risco em prédio antigo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de fevereiro de 1999
Guilherme Vieira 
As mudanças que vêm acontecendo na fiscalização dos imóveis de Curitiba ainda não conseguiram evitar que os usuários corram riscos ao entrar nos grandes e antigos prédios do centro da cidade. Segundo o Coordenador da Comissão de Segurança e Edificações e Imóveis da Prefeitura de Curitiba (Cosedi), Roberto Marangon, edifícios como o Asa e o Tijucas, são problemas de difícil solução, onde quem frequenta tem que estar ciente de que corre algum risco.
A Cosedi foi criada em dezembro de 1998 e desde então atende a uma média de 40 ocorrências ao mês. A posição do seu coordenador vai de encontro a do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) que em julho modificou o seu modo de atuar para atacar o problema de frente. Segundo o gerente operacional do Crea-PR, Ricardo Lima Torres, o órgão vem coordenando fiscalizações integradas com Corpo de Bombeiros, Ministério Público, prefeituras e Instituto Ambiental do Paraná.
A postura mais rígida do Crea-Pr esbarra nas explicações de Marangon. Para o conselho, como estes prédios têm projetos antigos, muitas vezes não obedecem a legislação atual que exige, entre outras coisas, escadas de incêndio isoladas e dotadas de portas corta-fogo.
O coordenador da Cosedi afirmou que para atenuar a situação, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura mantêm vistorias periódicas nos imóveis vistos como problemáticos. Esse trabalho acontece para evitar que as instalações de gás e elétricas ofereçam risco de explosão ou curto-circuito causando incêndios de grandes proporções. As vistorias no Asa e no Tijucas resultaram em obras no sistema elétrico e de gás, melhorando muito a situação nos últimos quatro anos, justificou Maragon.
As construções antigas desafiam a Cosedi desde a criação do órgão em dezembro de 1998. De lá para cá quatro incêndios atingiram e imóveis históricos do centro da cidade.


