A comissão de sindicância aberta para apurar o desvio do Endozime reconheceu ‘‘que não há um controle eficiente de entrada e saída dos materiais no Demp (Departamento de Material e Patrimônio)’’. Ela defendeu a realização de uma auditoria para analisar se o sistema é mesmo à prova de fraudes.
Um exemplo de que o controle pode ser fraudado está no lote 2135 de Endozime, o mesmo que teria sido adquirido pela Prefeitura de São José dos Pinhais. O memorando 077/00, do Demp, informa que os custos do material encaminhado ao Hospital do Trabalhador, em Curitiba, são de R$ 22.941,77.
A planilha que chegou à Diretoria de Gerenciamento em Saúde tem outro valor: R$ 8.633,43. Porém no controle de estoque do Demp ela continuava com os R$ 22 mil. ‘‘Houve manipulação do pedido de material da unidade solicitante’’, diz a sindicância.
A diretora do Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (Sindisaúde), Dori Tucunduva, afirmou que as descobertas da comissão apontam para a existência de ‘‘uma rede envolvida no desvio de material do Isep’’. Segundo ela, o Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado precisam identificar todos os envolvidos no desaparecimento do material e se a prática era corriqueira.
‘‘Apenas uma pessoa perdeu o emprego e ninguém foi punido’’, disse. (D.V.)

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