Emerson Cervi
De Curitiba
A Comissão Intermunicipal de Comerciantes da Região de Salto Caxias aceitou ontem a proposta da Copel de transferir recursos do Fundo de Desenvolvimento dos Municípios para pagamento de indenizações aos empresários. A Comissão oficializou a decisão ao líder do governo na Assembléia Legislativa, Valdir Rossoni (PTB). ‘‘Depois de dois anos exigindo nossos direitos concluímos que se não aceitássemos agora teríamos que partir para a radicalização física’’, disse o dentista Rubem Foletto.
A Comissão Intermunicipal exigia o pagamento de indenizações por prejuízos para cerca de 350 comerciantes dos seis municípios atingidos pelo lago da Usina Hidrelétrica de Salto Caxias. Pelo cronograma da Copel, apenas os estabelecimentos que estivessem a 1.500 metros da margem do lago seriam indenizados. Na noite de segunda-feira o presidente da Copel, Ingo Hubert, afirmou que só pagará indenizações fora do limite para quem comprovar contabilmente o prejuízo. Como a maioria dos microempresários não pode comprovar os danos, a Comissão resolveu aceitar a transferência do Fundo Municipal.
A diferença é de cerca de R$ 1 milhão. Pelos cálculos da Comissão, os comerciantes teriam direito a receber cerca de R$ 3 milhões. O Fundo de Desenvolvimento Municipal terá R$ 2 milhões. Deste total, R$ 800 mil seriam em dinheiro e R$ 1,2 milhão em imóveis da Copel construídos nos municípios. O deputado Rossoni vai oficializar o acordo dos comerciantes com Ingo Hubert.
‘‘Assim que for oficializado o acordo nós vamos montar uma Associação de Comerciantes que receberá os recursos e fará o repasse das indenizações aos prejudicados’’, contou Foletto. Os comerciantes querem que a Copel venda os imóveis e repasse os recursos para a Associação ao invés de transferir a posse dos bens. ‘‘Com a usina os móveis foram muito desvalorizados na região, por isso queremos que a Copel venda as casas e nos repasse os recursos’’, disse.

mockup