Deliciosos pratos típicos, shows musicais, concurso de chope em metro. Tudo isso e mais 40 mil litros de chope são alguns dos atrativos da 18ªOktoberfest de Rolândia, que reúne milhares de pessoas todos os anos.
  A abertura oficial do evento, que ocorreu na noite de sexta-feira com a presença do vice-governador do Estado, Orlando Pessuti e outras autoridades locais, revelou que as raízes germânicas permanecem bem vivas nos moradores da região.
  A tradicional ‘‘sangria’’, cerimônia que oficializa o início da festa com a abertura do primeiro barril de chope, foi realizada por Pedro Bernardy, morador de Rolândia e descendente alemão que esteve presente em todas as festas desde a sua primeira edição. Antes da cerimônia, Bernardy prestou homenagem ao Conrado Jaeckel, conhecido como ‘‘Viva Viva’’, que foi responsável pela sangria da festa por muitos anos e que faleceu no início deste ano.
  ‘‘No ano passado ele estava doente, então fui convidado à participar da cerimônia. Hoje estou aqui novamente para fazer essa cerimônia com tristeza, mas com a alegria que ele nos deixou’’, disse Bernardy.
  Depois de abrir o primeiro barril, as palavras alegres de Bernardy (em alemão) ‘‘Um, dois, Vamos beber?’’, eram repetidas pela multidão ‘‘ Vamos!’’.
  Após a cerimônia, vestido de roupa típica, caneco de chope na mão e um grande sorriso no rosto, Bernardy ajuda a família com as vendas da barraca de souvenirs onde comercializa canecos, camisetas, chapéus e outros artigos típicos. ‘‘A maioria das pessoas gosta de comprar os canecos e as camisetas’’, comenta.
  Mas não é só o chope que atrai as pessoas até a Oktoberfest. Poucos são os que resistem à deliciosa gastronomia germânica. Por todos os lados é possível encontrar alguma pessoa saboreando os mais variados tipos de pratos. É o caso da estudante Débora Maruischi, 16 anos, que adora comer a batata-recheada. ‘‘Todo ano que venho na festa eu como, é muito gostoso’’, diz.
  Tradicional da Alemanha, a batata-recheada comercializada na Oktoberfest é preparada pela família de Neiva Puzzi Moser, presidente da Apae de Rolândia, que comercializa o prato há 13 anos na festa. ‘‘ Muitas pessoas não sabem que a batata-recheada é tradiconal da Alemanha. Estive lá e conheci as famosas casas de batatas, que são comuns’’, diz Neiva.
  De acordo com ela, o prato é bastante procurado, principalmente pelos jovens. ‘‘É praticamente uma refeição. Dificilmente uma pessoa consegue comer mais do que uma porque ela tem cerca de 500 gramas. A que mais procuram é a recheada com todos os sabores, que custa 8 reais’’, ressalta.
  Outras saborosas opções são as tortas alemãs comercializadas na barraca Café Colonial. A coordenadora, Marisa Margareth Brito Miqueletti, que é integrante da Loja Maçônica Alberto Androviciz, diz que muitos buscam a torta de chocolate, mas garante que a mais gostosa é tradicional apfelstrudel, torta de maçã, que custa R$ 3,80 o pedaço, ou para quem preferir levar inteira,
R$ 35,00.
  ‘‘Temos de palmito, limão, ricota, amendoin, frango e também a torta de sorvete. Todos são feitos por doceiras da região e a renda é revertida para entidades carentes’’, comenta Marisa.
  Para o casal londrinense Clovis e Jussara Borkert, que apreciavam animados a banda musical, a festa é uma grande oportunidade de relembrar os velhos tempos. ‘‘Sou descendente alemã, nasci no Rio Grande do Sul. Gosto muito da comida típica e principalmente da música. Tudo isso faz a gente relembrar alegres momentos da juventude’’, ressalta Jussara.

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