Os macaquinhos que vivem no Parque Arthur Thomas, zona sul de Londrina, enfrentam diariamente riscos de atropelamento porque costumam circular nas ruas da região. Eles se acostumaram a receber comida dos moradores vizinhos ao parque e acabam deixando a área da mata. Muitos já morreram atropelados.
Segundo Cláudio Alves Moreira, que administra o Arthur Thomas, o ideal seria a colocação de quebra-molas na Rua Charles Lindemberg, que fica nos fundos do parque. ''Já pedi há uns quatro anos, mas nunca saiu do papel'', diz.
Os moradores da Charles Lindemberg também já solicitam quebra-molas à Prefeitura. ''Os carros passam numa velocidade muito grande e de vez em quando atropelam um'', afirma Amilton Dias Machado, que trabalha como chefe do posto indígena de Pinhalzinho.
Ele conta que foi o primeiro morador da rua, há cerca de dez anos. ''Nós damos frutas, pão, mas sempre do outro lado da rua, perto da cerca do parque. E, cada vez que chega vizinho novo, eu converso para que os alimentos sejam colocados do outro lado para evitar que os macacos atravessem a rua.''
Mas não tem jeito. O administrador do parque diz que os animais gostam de mexer em tudo o que vêem. ''Eles são alimentados aqui, mas gostam de mexer no lixo. E naquela rua é grande o movimento de caminhões e carros de passeio.''
A filha de Amilton, Natália, de 14 anos, lembra que em junho morreu um macaquinho atropelado. ''Aí vêm os outros e ficam ao redor daquele que morreu. Eles andam sempre em bandos. Aparecem uns 40 por aqui.'' Ela conta que até já levou uma mordida no dedo, no ano passado, quando estava dando comida para um. ''Foi sem querer. Ele queria tirar o pão inteiro da minha mão.''
O morador mais novo da rua, o representante comercial Luiz Venegas, está há um mês na Charles Lindemberg e gosta de alimentar os macacos. ''Outro dia dei pinhão. É curioso. Eles sobem na árvore e jogam a casca. Você vei ver, eles fazem um corte pequenino, quase imperceptível, e comem o fruto.''

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