No roteiro gastronômico da 45 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina quase todos os caminhos levam às carnes. O aroma predominante é do churrasco mas também há outros sabores que inundam as ruas e aguçam o estômago. Os preços acompanham as possibilidades de cada bolso.
No Parque Ney Braga, quiosques que vendem alimentos estão espalhados por todos os cantos. Há restaurantes de comidas típicas, docerias, sorveterias, lanchonetes, casas de crepe, entre outras. Mas é na rua entre a pista central e o parque de diversões que fica concentrada a maioria dos estabelecimentos dedicados à colocarem à prova a capacidade de cometer um dos mais deliciosos pecados capitais: a gula.
Difícil resistir à tentação, garante o chefe de produção Carlos Roberto da Cunha, que ontem saboreava uma bela costela com a esposa Marli e os filhos Jean Carlos, Juan Carlos e Jenifer Nicoli na Casa do Peão. ''Todo ano a gente vem comer aqui na feira e dá para comer muito bem'', elogiou o visitante, que iria pagar cerca de R$ 12,00 por pessoa. O gerente, o paulista Antônio Caldeira de Oliveira, apontou que a costela é o ''carro-chefe'' e até o final da feira espera vender até 200 quilos por dia.
Já o Galpão Nelore arrumou as mesas no belo jardim da Casa do Criador para atrair as clientelas A e B. Segundo o gerente Acredinaldo Barbosa, são 20 cortes diferentes no rodízio e o consumo semanal deve ultrapassar uma tonelada e meia: são cerca de 400 refeições/dia ao custo unitário de R$ 27,80. Enquanto esperavam o horário de competirem, os amigos praticantes de hipismo Eduardo Prochet, Jordana Lafranchi e Maria Vitória Rocha. Mas amazonas podem comer picanha? ''Pode comer tudo, só não pode exagerar'', ensinou Jordana. ''A gente tem que comer bastante senão não pára no cavalo'', brincou Eduardo.
Já o tratador de animais de Guararapes (SP), Roberto de Souza Pereira, recebe uma diária de R$ 25,00 por dia para alimentação mas, quase sempre, precisa comer rápido. ''Em dia de julgamento é muito corrido. A gente levanta às 3 da manhã para dar banho nos animais e sobra uns 20 minutos só para almoçar'', comentou. O jeito é se virar com um marmitex rápido, que ele compra no restaurante associado à raça Marchegiana, Julius Costelaria. No estabelecimento, o churrasqueiro oficial, Everaldo de Almeida, disse que espera vender até 200 marmitas por dia e mais pelo menos 150 quilos de costela. Para os mais apressados outra opção são os ''X'' com todo o tipo de carne. Na Lanchonete 25, o chapeiro Leandro Batista vende mais de 100 quilos por dia de pernil montado em lanches. Na média, os preços giram por volta de R$ 5,00.

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