Comércio reclama que ação diminui movimento
Kraw PenasA Rua Cruz Machado é uma das preferidas pela polícia para fazer blitzA Rua Cruz Machado, na área central de Curitiba, é considerada pelo BPTran como uma região estratégica, propícia para a realização de operações de trânsito. Pelo menos uma vez por mês uma blitz é realizada na rua. É um dos poucos lugares onde se pode montar uma operação de trânsito em função da geografia e do fluxo de veículos, diz o tenente Marcelo Roque Fávero.
Mas para alguns comerciantes da Cruz Machado, blitz é sinônimo de faturamento baixo. O movimento cai a zero, assinala o comerciante João Vanderlei Issler, 28 anos, dono do bar Som de Cristal. Em 90 minutos de blitz, ele calculou que havia perdido cerca R$ 200,00. Issler diz que o novo código está inibindo o consumo de bebidas alcoólicas. As novas leis fizeram com que o pessoal não tomasse mais cerveja, afirma. O comerciante garante que só mantêm o estabelecimento funcionando porque tem outras fontes de renda.
O gerente da petiscaria Canto do Galo, Márcio Cristiano Dutra Faustino, 24 anos, afirma que concorda com as blitze, mas diz que é obrigado a fechar as portas mais cedo quando os policiais promovem a operação em frente ao estabelecimento que administra. Toda vez que fazem blitz o movimento cai bastante, declara. Em cerca de duas horas de fiscalização promovida pelos policiais, Faustino disse que nenhum cliente entrou na petiscaria.
Entre os comerciantes, há quem ache que as blitze não trazem prejuízo. O funcionário da Herreros Sucos e Lanches, Sidnei Antunes, 38 anos, entende que as operações nunca prejudicaram ninguém. Na verdade, segundo ele, o movimento não é tão intenso porque o pessoal está sem poder aquisitivo.





