Edson MazzettoCompanhia que administra o Estar argumenta que isenção prejudicaria a rotatividade de vagas no centroA Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar), que congrega 43 entidades, está sugerindo às prefeituras da região isenção da taxa do Estacionamento Regulamentado (Estar) nas áreas de Zona Azul para carros com placas de outros municípios. Uma das justificativas é de que pessoas do interior têm dificuldades para adquirir a papeleta da taxa ou pagar a regularização posterior (multa).
As dificuldades estariam relacionadas ao fato de que é diferente a sistemática adotada pelos municípios para o funcionamento da Zona Azul. Segundo o presidente da Caciopar, Valmor Lemainski, de Cascavel, municípios que estão para implantar o Estacionamento Regulamentado deveriam conhecer as experiências de locais onde a Zona Azul já funciona.
Lemainski acha que o comércio pode ser prejudicado com o Estar. ‘‘Pessoas do interior, menos esclarecidas sobre o sistema, acabam evitando vir para a cidade’’. Segundo Lemainski, carros de outros municípios não comprometem a exigida rotatividade nos estacionamentos, justificativa principal para o Estar. ‘‘Porque as pessoas fazem o que têm a fazer e vão embora’’.
O presidente da Companhia Cascavelense de Transporte e Tráfego (CCTT), Bruno Reuter, discorda. ‘‘Os espertinhos emplacariam seus carros em cidades vizinhas, para não pagar o Estar’’, disse. Em Cascavel a taxa não é cobrada aos sábados. ‘‘E é praticamente impossível conseguir vaga para estacionar’’, acrescentou Reuter, para provar que a isenção da cobrança pode comprometer a rotatividade.
Reuter disse que, contrariando a pretensão da Caciopar, muitos comerciantes da cidade já solicitaram a cobrança do Estar aos sábados. A taxa é de R$ 0,50 para uma hora. Sem a papeleta afixada nos pára-brisas, as monitoras aplicam a taxa de regularização (nova denominação para a multa). Apenas com a taxa inicial, a CCTT arrecada mensalmente cerca de R$ 20 mil e o sistema é auto-suficiente.

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