Comércio quer folga sábado em vista de movimento fraco
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quarta-feira, 30 de dezembro de 1998
Guilherme Vieira 
Mesmo com acordo firmado entre os sindicatos dos empregados e patrões, o comércio de rua de Curitiba ainda não definiu como vai funcionar nos primeiros dias de janeiro. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Curitiba e Região Metropolitana (Sindicom), Ariosvaldo Rocha, o acordo que regulamentou o funcionamento das casas comerciais durante os feriados de fim de ano não agradou as bases dos dois sindicatos. A decisão de manter as lojas abertas no sábado, dia 02 de janeiro e só abrir na segunda-feira, dia 04, depois das 13 horas, não atendeu às expectativas, disse.
Segundo Rocha, muitas empresas estão partindo para acordos independentes com os seus funcionários. Este acordo vai permitir o fechamento das empresas no sábado e a abertura em expediente integral no dia 04 de janeiro, segunda-feira.
Para o vice-presidente do Clube dos Diretores Lojistas (CDL), Camilo Turmina, a proposta alternativa é mais interessante, porque permite um final de semana prolongado para o descanso dos funcionários. Turmina disse que outro ponto favorável ao fechamento do comércio no sábado é a concentração do movimento na segunda-feira . No Natal já tivemos um sábado que foi o Dia Nacional de Trocas, em que as vendas foram fracas. É melhor fechar as portas e concentrar o movimento na segunda-feira e conseguir melhor movimento, observou.
Segundo o Sindicom, 70% das empresas de Curitiba já haviam aderido à proposta alternativa até a manhã de ontem, com a participação inclusive das principais lojas de Curitiba. O Sindicom vai estar homologando os acordos até as 18 horas de hoje. A expectativa é que entre 90% a 95% das empresas da capital devam aderir à proposta e que apenas as casas comerciais de pequeno porte não participem do acordo, por deconhecimento. Estes vão ser os grandes prejudicados , afirmou Rocha.


