Comércio não aprova operação policial
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quinta-feira, 10 de dezembro de 1998
Guilherme Vieira 
Depois de dez dias de funcionamento da operação criada pela Polícia Militar para reduzir a criminalidade durante as festas de fim de ano, os comerciantes de Curitiba dizem ainda não ter sentido a diferença. Apesar de 800 PMs fardados e disfarçados estarem circulando desde o dia 30 de novembro no centro e nos núcleos de comércio dos bairros, a opinião dos lojistas é uma só. Falta policiamento. Estamos dobrando o número de seguranças da loja de dois para quatro homens, porque sabemos que os marginais vão aproveitar o movimento para agir, disse a gerente da Sul Center Confecções, na Rua XV, Adriana Rocha.
O comandante do Policiamento da Capital, coronel Justino Sampaio, informou que durante as festas de fim de ano o policiamento está priorizando duas situações: as ruas de comércio, que recebem grande número de pessoas, e as áreas residenciais, que ficam desertas.
A gerente da Sul Center discorda do coronel. Ela conta que o policiamento não está inibindo a ação de marginais e disse que toda a semana flagra clientes sendo assaltados dentro da loja. Temos furtos de carteiras três a quatro vezes por semana, sem contar com os que pegam as mercadorias e querem sair sem pagar, disse.
Na praça Generoso Marques, o policiamento também não está agradando. Para a balconista Sueli Pinheiro, da loja Produtiva Confecções, é raro o dia em que um policial passa pelo local. Os batedores de carteira agem livremente por aqui, reclama.
No Bairro Juvevê, a gerente da loja Ives Confecções, Luciane Santos também não está satisfeita.


